Em janeiro
deste ano, o saldo do estoque de empregos com carteira assinada na
Paraíba foi negativo, ou seja, o Estado demitiu mais do que empregou.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados ontem, a Paraíba
perdeu 951 postos de trabalho, sendo a segunda menor perda no ranking
regional.
O número representa uma queda de 0,22% em relação ao estoque de
assalariados com carteira assinada do mês anterior. Todos os estados do
Nordeste tiveram saldo negativo no mês passado, sendo que o Sergipe teve
a menor perda (-379). No Brasil, foram registradas, no primeiro mês do
ano, 1.600.94 admissões contra 1681.868 desligamentos. Na Paraíba, os
setores que tiveram as maiores perdas, contribuindo, assim, para o saldo
negativo no Caged de janeiro, foram Comércio (-533 postos) e Serviços
(-207 postos).
Segundo o levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE),
considerando a série ajustada, que incorpora as informações declaradas
fora do prazo, no acumulado dos últimos doze meses, o montante de
empregos gerados atingiu 13.954 postos de trabalho, correspondendo a um
aumento de 3,41%. Ao avaliar a série histórica que acompanha os dados do
emprego formal no País, desde 2003 a Paraíba teve somente quatro
janeiros com saldo de estoque de assalariados positivos (2008,
2010, 2012 e 2014), contra nove saldos negativos.
Dentre os meses positivos, o que mais teve geração de emprego foi em
2014, com a criação de 1.065 postos de trabalho. Por sua vez, o pior
janeiro da série história na Paraíba foi em 2007, com a eliminação de
6.403 vagas. A perda de 951 postos de trabalho com carteira assinada em
janeiro deste ano representa a segunda menor da série histórica, ficando
atrás apenas de janeiro de 2009, quando foram registradas 290 perdas
no estoque do Estado.
No mês passado, segundo o Caged, os setores que tiveram os maiores
saldos negativos foram Comércio (-533), com variação de -0,51% em
relação ao estoque de assalariados do mês anterior; Serviços (-207), com
variação de -0,13%; Construção civil (-161), com variação de -0,30%;
Agropecuária (-143), com variação de -1,07%; Serviços Industriais de
Utilidade Pública (-18), com variação de -0,23%; e Extrativa Mineral
(-14), com variação de -0,90% em relação ao estoque de empregados com
carteira assinada no mês anterior. Apesar de tantas perdas, houve
setores que mais geraram empregos do que perderam, resultando, assim,
num saldo positivo em janeiro deste ano.
A Indústria da Transformação teve saldo de 124 empregos gerados no
período, uma variação de 0,15% em relação ao mês anterior. A Administra-
ção Pública também teve saldo positivo, com a geração de um emprego em
relação ao estoque de assalariados, uma expansão de 0,02% na comparação
com dezembro de 2014.
fonte : Do Jornal Correio da Paraíba

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