Um inseticida capaz de combater a larva do mosquito Aedes aegypti,
transmissor de doenças como a dengue, chikungunya e zyka, foi
desenvolvido no Centro de Biotecnologia (CBiotec) da Universidade
Federal da Paraíba (UFPB). Segundo o diretor do CBiotec, Valdir de
Andrade Braga, a efetividade do inseticida é de 100% em um período de 12
horas.
O produto é feito a base de suco de sisal, planta bastante cultivada
na Paraíba. “Nós descobrimos no laboratório de parasitologia que
quando a
gente colocava o suco de sisal na água com as larvas, ele era efetivo
para causar a morte dessas larvas”, explicou Braga.
Um estudo seriado comprovou que, em 12 horas, todas as larvas que
estavam no quarto estágio do mosquito morreram em contato com o suco. A
solução é feita com 4 mililitros de suco para 100 litros de água. Também
foram feitos testes de toxicidade em animais de laboratório. “Os testes
mostraram que a ingestão do suco ou contato do suco com a pele não
causa nenhum tipo de dano, a não ser para a larva do mosquito da
dengue”, disse.
O estudo foi feito em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária Algodão (Embrapa Algodão), em Campina Grande, que tem
contatos com produtores do sisal. O depósito da patente foi feito em
2002 e o grupo ainda espera uma certificação definitiva. “A partir daí a
gente vai começar a sistematizar a produção em larga estala dessa
formulação baseada no suco de sisal. A gente acredita que dentro de um
ou dois anos o produto vai estar no mercado”, informou.
G1

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