De 1º de janeiro de 2015 a 2 de janeiro de 2016 (52ª semana
epidemiológica), foram notificados na Paraíba 28.184 casos suspeitos de
dengue, sendo 11.469 confirmados e 6.421 descartados. Outros 89 casos
foram classificados como dengue com sinais de alarme e 13 casos de
dengue grave. Em 2014 (até a 53ª SE), registrou-se 7.551 casos de
dengue, o que representa um aumento de 273,25%.
Pelos dados constantes no boletim, observa-se que o pico da
incidência
ocorreu no mês de maio (161,43 casos/100mil habitantes),
seguido de uma redução em junho (73,73 casos/100mil habitantes), com uma
nova elevação em dezembro (42,72 casos/100mil habitantes). A incidência
até a 52ª Semana Epidemiológica na Paraíba é de 547,91 casos a cada 100
mil habitantes, o que sinaliza a epidemia durante o ano de 2015.
Ainda segundo o boletim, a maior predominância de municípios em
epidemia está na 3ª e 4ª macrorregião, seguida da 2ª e 1ª macrorregião,
respectivamente. “Observamos que os municípios em epidemia estão
presentes e distribuídos por toda a Paraíba, fato este que confirma a
necessidade de uma vigilância ativa no combate ao Aedes aegypti, bem
como o envolvimento da população como ator principal, uma vez que a
maior parte dos criadouros está em domicílios”, disse a gerente de
Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, Izabel
Sarmento.
Já o número de óbitos confirmados por dengue no Estado registrou uma
redução de 44,4%. Em 2015, até a 52ª Semana Epidemiológica, foram cinco
óbitos notificados, contra nove confirmados no mesmo período de 2014. Os
óbitos que se encontram em investigação estão aguardando o resultado do
laboratório do Instituto Evandro Chagas, no Pará, e seguem acompanhados
pela área técnica e municípios, conforme preconizado por protocolo do
Ministério da Saúde.
Febre chikungunya –
Na Paraíba, até a 52ª Semana Epidemiológica, foram notificados 23 casos
suspeitos da doença, em residentes dos municípios de Monteiro (9),
Cajazeiras (6), Barra de São Miguel (3), Amparo (2), Umbuzeiro (2),
Cachoeira dos Índios (1), Coremas (1), Pombal (1), Campina Grande (1),
Alhandra (1) e João Pessoa (1).
A SES lembra que todo caso suspeito de chikungunya é de notificação
compulsória imediata e deve ser informado em até 24 horas às esferas
municipal, estadual e federal. Para a notificação deve-se ligar para
0800 281 0023, 3218 7331 ou 98828 2522.
Febre pelo zika vírus –
A Paraíba conta com três Unidades Sentinelas do zika vírus implantadas
nos municípios de Bayeux, Campina Grande e Cajazeiras, conforme
recomendação do Ministério da Saúde, com a quarta Unidade Sentinela em
processo de implantação em Monteiro.
“Para que as atividades de intervenção sejam desencadeadas não é
necessária a confirmação laboratorial, tendo em vista que as ações
epidemiológicas e ambientais devem ser permanentes”, explicou Izabel
Sarmento.
Quanto à situação laboratorial, no mês de maio, na Paraíba, foram
enviadas 20 amostras do estudo realizado pelo Episus/MS, sendo 12
positivas e oito não detectáveis.
Síndrome Guillan-Barré –
De julho até o momento, foram informados pelos serviços hospitalares 22
casos suspeitos da síndrome, sendo 16 descartados e seis em
investigação por suspeita de ter co-relação com o zika vírus.
Mesmo não se tratando de uma doença de notificação compulsória,
conforme portaria 1.271/2014 MS, a SES, por meio da Gerência Executiva
de Vigilância em Saúde, recomenda a todos os serviços de saúde a
comunicação à Área Técnica da Vigilância Epidemiológica – Núcleo de
Doenças Transmissíveis Agudas e à Coordenação dos Núcleos Hospitalares
de Vigilância Epidemiológica, por meio dos telefones 3218 7331, 3218
7381 ou 3218 7317.

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