A deputada estadual Camila Toscano (PSDB) criticou nesta terça-feira
(26) a medida provisória nº 242, assinada pelo governador Ricardo
Coutinho (PSB), que suspende a data-base para reajustes salariais, além
de abonos, promoções e progressões dos servidores estaduais.
“Isso só comprova tudo o que dissemos em 2015, o governador quebrou o
Estado para se reeleger. Ele agora está punindo o servidor,
infelizmente. Aqueles que votaram nele jamais imaginariam isso.
Ricardo
Coutinho representa um momento de retrocesso e atraso para a Paraíba.
Ele adota a intolerância e a mesquinharia política como modus operandi
da sua gestão”, afirmou.
Camila Toscano ainda declarou que na atual gestão todos os convênios
estão sendo descumpridos, muitas cidades são discriminadas e pessoas
humildes são covardemente penalizadas.
“É um governo ditatorial. Não dialoga, não ouve, não tem piedade dos
mais necessitados. É o traço vivo das relações atrasadas com a coisa
pública. Muitas cidades, como as do Brejo paraibano que eu represento,
são perseguidas por ele há muito tempo”, disparou.
Violência na PB
A deputada também falou sobre os números divulgados pela ONG mexicana
Conselho Cidadão que apontam João Pessoa como a 16ª cidade mais
violenta do mundo.
“Não é de se surpreender porque a Segurança Pública está longe de ser
uma prioridade para esse governo. As pessoas têm medo de pegar ônibus,
tem medo de sair de casa e não voltar. Não é só na capital, no interior o
terror é o mesmo. Na zona rural do Brejo está um caos total. Idosos são
amarrados em casa. Tem cidades com um policial apenas. O secretário não
toma atitude, não fala nada. O governador descumpre sentenças
judiciais, não chama os policiais concursados que padecem na fila de
espera. Isso faz com que a população deixe de acreditar na Justiça. Não
podemos nos calar nem ser omissos diante destes absurdos”, disparou.

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