O mandato dos parlamentares paraibanos custou ao Congresso Nacional
R$ 5.394.696 milhões, por ano. Mas isso contando apenas os gastos dos
deputados e senadores com a verba indenizatória. Nos quatro anos da
última legislatura, os representantes da Paraíba gastaram, juntos, R$
21.578.785 milhões, somente do cotão.
Na contramão dessa realidade abastada, onde os cofres do governo
bancam passagens, locações de veículos, alimentos, ligações
telefônicas e
combustível estão mais de 100 mil famílias que não têm sequer uma casa
para morar e vivem nutrindo o sonho de conseguir uma moradia própria. O
número do déficit habitacional paraibano é do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
Uma matemática simples revela que os valores gastos pelos
parlamentares com a verba indenizatória seriam suficientes para
construir, pelo menos, 400 casas populares, ou apartamento, com uma área
de 60 metros quadrados – dois quatros, sala, banheiro e cozinha.
De acordo com o IBGE, na Paraíba o custo para a construção de um
metro quadrado é de R$ 900. Significa que uma casa popular com esses
parâmetros custa apenas R$ 54 mil. Seriam 400 famílias beneficiadas, o
que daria um total de, pelo menos, 1,6 mil pessoas com um teto
garantido, considerando um número médio de quatro moradores por
habitação.
Apenas os gastos dos deputados federais paraibanos seriam o
suficiente para levantar 330 moradias, já que o valor utilizado por eles
do cotão atingiu o montante de R$ 17.836.030 milhões.
Somente o valor utilizado pelo deputado Efraim Filho (DEM), por
exemplo, daria para levantar 31 residências com esse formato. O
democrata foi quem mais usufruiu da verba indenizatória nos últimos
quatro anos. Ele gastou R$ 1.662.055 milhão.
Já Wellington Roberto (PR), que consumiu R$ 1.631.084,73, entre 2011 e
2014, poderia ter construído 30 casas. No terceiro lugar no ranking dos
que mais usaram o cotão, Hugo Motta, que usou R$ 1.551.611 milhão da
verba, teria feito 28 famílias felizes.
Os R$ 3.742.754 milhões gastos pelos senadores com telefonia,
passagens, alimentação e outros itens seriam o suficiente para construir
69 casas populares. E o campeão de gastos, Cícero Lucena (PSDB) teria
sido responsável por levantar quase 30 moradias (29,74).
Vitalzinho, o segundo que mais gastou, teria feito quase 23 (22,80).
Enquanto isso, Cássio Cunha Lima ergueria quase 12 (11,51) e Wilson
Santiago, que usou a verba apenas no período de fevereiro a novembro de
2011, teria construído cinco (5,23).
fonte : Nice Almeida

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