O vice-prefeito da Capital, Nonato Bandeira (PPS), afirmou que a
decisão dos vereadores do PPS, Bruno Farias e Djanilson da Fonseca, que
decidiram assinar a CPI da Lagoa protocolada pela bancada da oposição ao
prefeito Luciano Cartaxo, não foi conversada internamente na legenda e
descartou interferência da Executiva do partido nessa decisão. Segundo
ele, como presidente do Diretório Estadual do Partido, ele não interfere
nas deliberações dos vereadores nos
municípios, mas assegura que essa
decisão dos parlamentares não afeta na relação do PPS com o prefeito da
Capital.
“Como presidente estadual, nós não interferimos no mandado dos
vereadores, tanto os de João Pessoa, quanto os do Interior da Paraíba.
Exemplo disso foi a própria escolha do líder do prefeito, vereador Marco
Antônio, quando o prefeito o designou sem consultar a mim e ao partido e
nós também não interferimos”, declarou.
De acordo com Nonato Bandeira, há aproximadamente 15 dias os
vereadores da Capital participaram de reunião com o Diretório Estadual e
não houve qualquer discussão sobre a possibilidade de eles assinarem a
CPI da Lagoa. Por isso, ele se demonstrou surpreso com a coletiva de
imprensa realizada na manhã de hoje na qual os parlamentares noticiaram
que estavam apoiando a instalação da CPI. Ele ainda descartou qualquer
conversa com o prefeito no sentido de se evitar esta CPI.
“Fiquei sabendo sobre a CPI pela imprensa. O prefeito não falou
comigo sobre o assunto e essa CPI sequer foi mencionada na reunião que
tivemos há 15 dias com os três vereadores do PPS”, afirmou.
O vice-prefeito também confirmou conversas com o prefeito Luciano
Cartaxo (PSD) e sobre a possibilidade de manutenção da aliança, mas
garante que a decisão sobre as eleições ainda não foi tomada e passará
pelas instâncias superiores do partido.
“Cartaxo conversou comigo sim sobre o processo eleitoral e lhe disse
que nós vamos decidir conjuntamente ouvindo todas as instâncias
partidárias. Quanto o apoio ou não ao projeto de reeleição do prefeito
esse fato (a CPI da Lagoa) não tem o menor relacionamento. Esse é um
assunto administrativo com repercussão na Câmara que afeta aos mandatos
dos vereadores. Nossa posição política se dará em reunião do diretório
municipal com os pré-candidatos a vereadores e filiados e, por tratar-se
de uma Capital, o Estatuto do PPS prevê um referendo das direções
estadual e nacional do partido.

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