Oito pessoas morreram vítimas da Influenza A na Paraíba, também
conhecida como Gripe A, provocada pelo vírus H1N1. Outras 11 mortes que
podem ter sido provocadas pela doença são investigadas. De 1º de janeiro
a 7 de maio, o Estado recebeu 158 notificações de Síndrome Respiratória
Aguda Grave (SRAG), sendo que em 12 casos houve evolução do quadro para
Gripe A e em outros 19, o vírus H1N1 foi descartado.
Os dados foram divulgados nesta
terça-feira (17) pela Secretaria de Estado
da Saúde (SES), por meio de boletim que corresponde ao período de 1º de
janeiro a 7 de maio de 2016 (18ª Semana Epidemiológica). Os dados foram divulgados nesta
Quanto aos óbitos, foram comunicados 27 casos de SRAG com suspeitas de algum vírus de influenza, sendo em oito confirmada a identificação viral para influenza A (H1N1) nos municípios de Alagoinha (1), Baía da Traição (1), Cacimba de Dentro (1), Campina Grande (1), João Pessoa (2), Maturéia (1) e Monteiro (1). Oito mortes foram descartadas para o agente etiológico de influenza e 11 óbitos seguem em investigação.
Ainda segundo o boletim epidemiológico, houve um aumento nos registros confirmados de pessoas que adoeceram com SRAG e que apresentaram o agente etiológico de influenza A (subtipo H1N1) quando comparado aos anos anteriores, exceto no ano de 2009, quando foi registrada a epidemia de H1N1 no Brasil e a pandemia mundial.
No que diz respeito aos registros notificados de SRAG, quanto à presença de comorbidades, as doenças ocasionadas por outras causas são o grupo mais acometido (28%), seguido das cardiovasculares (17%), doenças metabólicas por diabetes mellitus (15%), do aparelho respiratório (11%), obesidade (9%), doença renal (5%), neurológica (5%), imunodeficiência (5%), Síndrome de Down (2%), doença hepática (2%) e no período puerperal (1%).
“Para prevenir, é fundamental a lavagem frequente das mãos, evitar locais com aglomeração de pessoas e não levar crianças com gripe para a escola. Para os profissionais, é imprescindível manter a vigilância dentro do serviço – identificando precocemente os casos suspeitos e intervindo oportunamente para que estes não cheguem à gravidade, podendo culminar em óbito”, orienta a gerente de Vigilância Epidemiológica da SES, Izabel Sarmento.
Vacina
A SES ressalta a importância da imunização contra a influenza (gripe) durante a campanha de vacinação, de 30 de abril a 20 de maio, em todas as unidades de saúde do Estado. A vacina tem duração de um ano e não previne a doença; a imunização previne complicações que a gripe pode causar como síndromes e hospitalizações.
No estado, a população do grupo prioritário é de 946.103 pessoas e a meta é vacinar pelo menos 80% (759.280 pessoas). Para este ano, os grupos prioritários da vacinação contra a gripe são: crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas (mulheres que tiveram bebês nos últimos 45 dias), trabalhadores de saúde, povos indígenas, indivíduos com 60 anos ou mais de idade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além das pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independente da idade. O público-alvo deve apresentar o cartão de vacinação nos postos.
Sintomas
De acordo com a chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas da SES, Anna Stella Pachá, a gripe simples é aquela em que o paciente está bem, podendo tratar tranquilamente em casa com hidratação e repouso. Já a síndrome respiratória aguda grave é quando o paciente tem necessidade de internamento. “É exatamente nestes casos graves que deve acontecer a notificação e a coleta de amostras. Esse cuidado maior serve para identificar corretamente as causas da complicação: se realmente é a influenza ou um resfriado e qual o tipo do vírus”, explicou.
As amostras a serem encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB) devem ser coletadas até o sétimo dia do início dos sintomas, preferencialmente no terceiro dia, onde normalmente a excreção viral é maior. O profissional deve evitar coletar amostras com mais de sete dias, porque certamente o paciente não estará mais excretando o vírus e o exame dará negativo ou impreciso. As amostras precisam ser coletadas corretamente para que seja identificada com precisão a presença do vírus H1N1 ou outro que tenha ocasionado a influenza.
Leia mais notícias em portalcorreio.com.br, siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e veja nossos vídeos no Youtube. Você também pode enviar informações à Redação do Portal Correio pelo WhatsApp (83) 9 9130-5078.

Nenhum comentário:
Postar um comentário