Primeira pesquisa CNI/IBOPE Inteligência realizada após a onda de
manifestações que se espalhou por todo o país mostra que a popularidade
da presidente Dilma Rousseff cai de maneira significativa entre junho e
julho deste ano, de acordo com a pesquisa.
Segundo a pesquisa, em
julho, o percentual da população que avalia o governo da petista como
ótimo ou bom é de 31%, índice que no mês anterior era de 55%. Já o
percentual dos que avaliam o governo como ruim ou péssimo salta de 13%
para 31%, enquanto os que o consideram regular cresce de 32% para 37%,
no mesmo período.
Além do recuo na avaliação do governo,
diminuem também a aprovação da maneira de governar e a confiança na
presidente, ambas com 45%. Em junho, os percentuais eram 71% e 67%,
respectivamente.
Vale ressaltar que em julho, a parcela da
população que desaprova a maneira de governar de Dilma supera a que
aprova, atingindo 49%. O percentual dos que não confiam na presidente
também se eleva e vai a 50%. Em junho, esse percentual era de 28%.
A
queda na popularidade de Dilma também se evidencia na comparação do seu
mandato com o do ex-presidente Lula. Em julho, o percentual dos que
consideram o atual governo pior que o anterior atinge 46%, ante 25%
registrado em junho. Já o índice dos que consideram os dois governos
iguais cai de 57% para 42%, enquanto 10% acreditam que o governo de
Dilma é melhor, percentual que em junho era de 16%.
Atuação do governo
De
acordo com a pesquisa, quando questionados sobre em quais áreas o
governo Dilma apresenta melhor desempenho, 28% dos brasileiros apontam a
área da habitação. Na sequência, são indicadas a atuação do governo no
combate à fome e à miséria (23%), capacitação profissional (22%),
energia elétrica (21%), cultura e lazer (21%), geração de empregos
(18%), agricultura (16%), desenvolvimento (14%), meio ambiente (13%),
estradas e rodovias (12%), educação (11%) e saneamento básico (8%).
Já
entre áreas apontadas com o pior desempenho do governo federal, estão a
saúde (71%), segurança pública (40%), educação (37%), combate às drogas
(24%), combate à corrupção (21%), salários (15%), impostos (14%), custo
de vida (12%), geração de empregos (10%), transporte e mobilidade (9%),
fome e miséria (6%) e habitação (5%).
Avaliação do governo por regiões
A
popularidade da presidente Dilma é mais elevada na região Nordeste e no
Norte/Centro-Oeste, apresentando índices mais baixos no Sudeste.
No
Nordeste, o percentual de entrevistados que avaliam o governo Dilma
como ótimo ou bom é de 43%, 12 pontos percentuais acima da média
nacional. Já na região Sudeste, o percentual cai para 24%. No Sul, esse
índice é de 28% e no Norte e Centro-Oeste, 35%.
Os demais
indicadores – avaliação da maneira de governar e confiança na presidente
– apresentam resultados similares. Na região Nordeste, a maioria da
população (58%) aprova a maneira de governar da presidente. Esse
percentual atinge 48% no Norte e Centro-Oeste e 41% no Sul, enquanto no
Sudeste cai para 37%.
No que diz respeito à confiança na
presidente, na região Nordeste e nas regiões Norte e Centro-Oeste, mais
da metade da população confia na presidente: 56% e 51%, respectivamente.
No Sul, esse índice é de 41% e no Sudeste, 37%.
Principais problemas do país
De
uma lista com 25 opções, os entrevistados indicaram os três principais
problemas do Brasil. Para a população, área da saúde é a mais crítica,
sendo apontada como um dos principais problemas do país por 77% dos
brasileiros. Depois aparecem a educação indicada por 39% dos
entrevistados, segurança pública e violência (38%), drogas (29%) e
corrupção (27%).
Popularidade dos governadores de estado
Os
entrevistados também avaliaram os governadores de seus respectivos
estados. Dentre os 11 estados avaliados, os governadores mais populares
são os de Pernambuco, Paraná, Ceará e Minas Gerais. No outro extremo–
menor popularidade – têm-se Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul e
São Paulo.
Na média nacional, 28% da população brasileira
considera o governo do(a) governador(a) de seu estado ótimo ou bom. O
governo de Pernambuco é considerado ótimo ou bom por 58% da população do
estado. No Paraná, o percentual é de 41%, no Ceará de 40% e em Minas
Gerais de 36%.
Há, entretanto, estados que ficam abaixo da média
da nacional. É o caso do Rio de Janeiro, pior estado avaliado, onde
apenas 12% da população considera o governo ótimo ou bom. Depois, abaixo
da média, aparecem Goiás, Rio Grande do Sul e São Paulo com 21%, 25% e
26% de avaliação do governo como ótimo ou bom, respectivamente.
Na
avaliação da maneira como o (a) governador(a) de seu estado vem
atuando, a média nacional de aprovação é de 42%. Dentre os 11 estados
considerados, apenas Rio de Janeiro (com 29%), Goiás (34%) e São Paulo
(40%) estão abaixo dessa média. O governador de Pernambuco lidera com
folga, com 76% de aprovação, seguido pelos governadores do Ceará (54%),
Paraná (52%) e Minas Gerais (50%).
O governador de Pernambuco é o
que mais inspira confiança entre seus eleitores: 68% da população do
estado confia no governador. Esse percentual é de 53% no Ceará e 49% em
Minas Gerais. No outro extremo têm-se Rio de Janeiro (25%), Goiás (29%) e
São Paulo (34%). A média nacional é 38%.
Manifestações populares
Entre
os entrevistados, 84% não participaram, nem tiveram um residente no
domicílio que tenha participado das manifestações populares. No total,
9% dos respondentes participaram das manifestações e 6% responderam que
algum residente no domicílio participou.
Na faixa etária de 16 a
24 anos, 12% responderam que foram às manifestações, percentual que cai
para 3% entre os entrevistados com 50 anos ou mais. A participação
também é maior à medida que aumenta o nível de instrução e a renda
familiar do entrevistado.
Mas independente de ter participado ou
não dos protestos, 89% dos brasileiros se posicionam a favor das
manifestações, sendo que 39% ressaltaram, espontaneamente, que são a
favor desde que sem violência.
Apenas 9% da população se
posicionam contra as manifestações, sendo que quanto maior a idade do
entrevistado, mais alto o percentual dos que são contrários às
manifestações. Entre os entrevistados com 50 anos ou mais, 15% são
contra. A posição contrária também é maior entre os com menor grau de
instrução (17% entre os com até a 4ª série do fundamental) e menor nível
de renda familiar (16% entre os com até um salário mínimo).
Sobre a pesquisa
Entre
os dias 9 e 12 de julho, o IBOPE Inteligência realizou 7686 entrevistas
em 434 municípios, sendo 2.002 entrevistas para amostra nacional, e
complemento de 5.684 entrevistas em 11 Estados. Nos estados da Bahia,
Ceará, Pernambuco, Espírito Santo , Paraná, Santa Catarina , Rio Grande
do Sul e Goiás foram feitas 602 entrevistas e, 812 entrevistas nos
Estados de São Paulo , Rio de Janeiro e Minas Gerais. O intervalo de
confiança é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para a
amostra nacional, de 3 pontos para os Estados com 812 entrevistas e de 4
pontos percentuais nos Estados onde foram realizadas 602 entrevistas.
fonte : portal correio

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