O deputado federal Manoel Júnior (PMDB), pré-candidato a prefeito de
João Pessoa, revidou o colega de partido, Trócolli Júnior, que defendeu
uma aliança com o PSB, do governador Ricardo Coutinho, nas eleições
deste ano na Capital.
Para Manoel Júnior, o secretário de Articulação Política do estado
trabalha para agradar o governador. Ele chegou a afirmar que devolveria o
cargo se estivesse na posição de Trócolli.
“Nós teremos candidatura queira ou não o todo poderoso governador
Ricardo Coutinho, chefe de Trócolli. A nossa candidatura não precisa ser
avalizada pelo governador, mas pela população. As nossas alianças serão
às claras, sem subterfúgio, sem procedimentos escusos porque um
político paraibano acha que pode fazer da prefeitura um puxadinho do
Palácio da Redenção”, declarou.
O presidente do PMDB de João Pessoa também considerou que o pensamento
de Trócolli é isolado no partido ao classificar o debate sobre
candidatura própria um assunto vencido.
“Essa fala é isolada dele próprio, como empregado do governador. Hugo,
Nabor, Raniery, Roberto Paulino, Maranhão e Raimundo Lira já deliberaram
sobre essa questão, se ele mudou o discurso, terá que se explicar, se
foi ameaçado de demissão ou foi por conveniência pessoal”, falou.
Manoel Júnior disse ainda que a Prefeitura de João Pessoa não pode ser governada por quem quer o governador ao criticar a postulação de João Azevedo, pré-candidato a prefeito pelo PSB.
“A Prefeitura não pode ter pau mandado do governador. João, nada mais é, que uma figura teleguiada dele e a cidade não precisa disso”, opinou.

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