Dunga foi demitido do comando da seleção brasileira nesta terça-feira
(14) após a eliminação precoce na fase de grupos da Copa América
Centenário, nos Estados Unidos. Gilmar Rinaldi, coordenador de seleções,
também está fora.
Em decisão do presidente da Confederação
Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, o treinador que estava
no comando desde o fim da Copa do Mundo de 2014 teve o contrato
rescindido e já está fora, também, da Olimpíada do Rio, em agosto. Tite,
do Corinthians, é o preferido da entidade para assumir o posto.
O anúncio foi feito através de uma nota oficial publicada na tarde dessa terça.
“A
Confederação Brasileira de Futebol comunica que decidiu, nesta
terça-feira, dissolver a comissão técnica da Seleção Brasileira. Deixam
os cargos o coordenador de Seleções, Gilmar Rinaldi, o técnico Dunga e
toda a sua equipe. A decisão foi tomada em comum acordo durante reunião
nesta tarde e, a partir de agora, a CBF inicia o processo de escolha da
nova comissão técnica da Seleção Brasileira. A CBF agradece a dedicação,
a seriedade e o empenho da equipe durante a realização do trabalho”,
diz a nota.
Os dirigentes têm pressa para acertar com o comandante
corintiano, que pode ser anunciado nas próximas horas. A entidade ainda
não tem um plano B e crê que da conversa que terá com o treinador e seu
estafe saia um acerto. Antes mesmo da reunião com Dunga e Gilmar
Rinaldi, na tarde desta terça-feira, na sede da CBF, o empresário de
Tite, Gilmar Veloz, já mantinha diálogos com cartolas da federação.
A
segunda passagem de Dunga pela seleção brasileira se encerra com duas
campanhas ruins em diferentes edições de Copa América e classificação
abaixo da esperada nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Com o
treinador, a seleção caiu nas quartas de final da Copa América de 2015,
no Chile, e agora foi eliminada na fase de grupos nos Estados Unidos – a
pior campanha do Brasil na história do torneio desde 1924.
No
total, a passagem se encerra com 18 vitórias, cinco empates e três
derrotas em 26 jogos. Os números positivos, porém, ficam nos amistosos:
logo quando assumiu, o técnico teve sequência de dez vitórias em dez
amistosos. Em jogos oficiais, porém, Dunga só conseguiu vencer Venezuela
(duas vezes), Peru (duas vezes) e, por último, o Haiti. O rendimento
irregular rende ao Brasil a atual 6ª colocação nas eliminatórias para a
Copa do Mundo.
Ainda, Dunga se marcou nesta segunda passagem pela
cisão com jogadores antes tidos como protagonistas no elenco. O
treinador tirou a braçadeira de capitão de Thiago Silva e,
posteriormente, também barrou o zagueiro de convocações por ter
reprovado a postura em entrevistas sobre a seleção brasileira. O lateral
Marcelo, do Real Madrid, viveu situação semelhante e deixou de ser
lembrado depois de discordâncias com a CBF em relação ao tempo de
recuperação de uma lesão que, segundo o atleta, poderia impedi-lo de
atuar em determinado período pela seleção. David Luiz, um dos ícones da
Copa de 2014, perdeu espaço por critérios técnicos.
Mesmo com
Dunga empregado, Tite e o argentino Jorge Sampaoli chegaram a ser
consultados por representantes que agiram em nome da CBF sobre a
possibilidade de assumir a seleção brasileira. A primeira consulta ao
treinador do Corinthians aconteceu em 2015 e a segunda em março, há três
meses. Sampaoli foi consultado no mesmo período deste ano.
Com a
indefinição no comando, a CBF precisa estabelecer ainda se o novo
técnico da seleção também comandará o Brasil na Rio-2016.
Uol

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