As prefeituras paraibanas terão dificuldades para fechar as contas
neste mês de junho. Se não bastasse o pagamento da primeira parcela do
13º salário, que poucas prefeituras conseguirão efetuar, a queda no
repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) também deverá
prejudicar o pagamento da folha do mês. De acordo com o secretário
Executivo da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup),
Anderson Pereira Urtiga, 20 municípios já viram o primeiro
repasse
deste mês de FPM zerado e a queda neste mês será de 24%.
Segundo Anderson Pereira, como o pagamento do 13º salário em duas
parcelas, no meio e no final do ano, não é uma obrigação, a maioria das
prefeituras paraibanas não efetuará agora o pagamento da primeira
parcela em virtude das quedas no repasse que representa a principal
fonte que as prefeituras utilizam para pagar a folha de pessoal.
“Começamos a fazer uma pesquisa para saber quantas prefeituras
conseguiriam pagar a primeira parcela do 13º salário, mas percebemos que
com a queda dos índices de FPM, que este mês chega a 24%, raramente
alguém vai pagar. Apenas as grandes prefeituras que já são mais
organizadas e tem receitas próprias, como João Pessoa e Campina Grande,
por exemplo, terão condições de fazer este pagamento. Com 24% a menos
não tem condição”, disse.
O secretário Executivo da Famup explicou que na última sexta-feira
(10) quando foi depositada a primeira parcela do FPM referente a este
mês, para 20 prefeituras não houve nenhum valor a mais nas contas. Isso
aconteceu devido aos descontos das obrigações sociais, entre elas a
retenção constitucional do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
(Fundeb). “Neste mês 20 municípios deixaram de receber o FPM na
primeira cota. Porque como a receita deles já é baixa, foram debitadas
na conta as obrigações sociais por lei, para saúde educação, aí ficou
zero e o que falta de ser debitado, o Governo Federal ainda tira na
segunda parcela”, afirmou.
Anderson Pereira disse ainda que a queda no FPM deste mês impactará
no pagamento da folha de junho e no pagamento dos fornecedores. “Os
prefeitos dão prioridade ao pagamento dos salários, começando com os
aposentados, pensionistas, pessoal da educação, saúde. Mas em um mês que
cai 24%, fica muito difícil. Ficam ser receber os fornecedores e
algumas categorias”, destacou.

Nenhum comentário:
Postar um comentário