Senador é o único que disponibiliza notas fiscais dos gastos porque
entende que o cidadão deve fiscalizar para onde vai o dinheiro público
É cada vez mais forte, nas sociedades contemporâneas, a percepção da
importância do acesso à informação no manuseio das verbas públicas. Esse
processo de transparência, aliás, é ferramenta essencial à democracia,
regime político no qual o poder emana do povo e que, por isto mesmo,
pressupõe – e exige – a participação popular.
Na prática, o
primeiro benefício da transparência em relação aos gastos com dinheiro
público está no controle social. A divulgação dos gastos, sem maquiagem
ou subterfúgios, é uma potente ferramenta a ser usada para a prevenção e
o combate à corrupção.
Desde o primeiro dia do seu mandato como
senador, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) determinou ao gabinete dele que
procedesse, com detalhes e destaques, todos os gastos feitos, mês a mês,
a título de verba indenizatória do exercício parlamentar. E determinou
austeridade absoluta no uso dessa verba. Tanto é assim que Cássio é o
único senador que disponibiliza notas fiscais dos gastos.
-- O
cidadão tem o direito, eu diria até que tem o dever, de fiscalizar para
onde vai o dinheiro, porque o dinheiro público é do povo. E, como tal,
não brota em árvore. É fruto do suor do povo, que, no Brasil, lida com
uma carga tributária monstruosa e tem, como contrapartida, serviços
essenciais de qualidade vergonhosa – adverte o senador.
Cássio
vai além e explica que “sem transparência, a tendência à transgressão da
regra do interesse público é grande, e abre-se a possibilidade de
domínio do interesse privado sobre o público, além da disseminação do
clientelismo, do ‘jeitinho’, do casuísmo e, em última instância, do
próprio desmoronamento da democracia”.
Por força de lei, as
diversas instituições públicas brasileiras devem disponibilizar, dentro
da sua cadeia organizacional, a figura dos Portais da Transparência. É
um instrumento valioso para o acompanhamento dos gastos públicos. Mas
as rubricas em complexo “economês” muitas vezes dificultam esse
acompanhamento.
CONTAS ABERTAS - Na esteira
dessa dificuldade, surgiram ONGs que fiscalizam os gastos públicos. Para
averiguar a qualidade das informações prestadas pelos governos dos
estados brasileiros, por exemplo, a ONG Contas Abertas criou o Índice de
Transparência, que apresenta um ranking dos melhores e piores portais
mantidos pelos governos estaduais, de acordo com mais de cem critérios.
Em 2012, a nota média foi 5,74, que é considerada baixa mesmo se
observado o aumento obtido em relação ao ano anterior, quando foi de
somente 4,88.
Em razão dessa fiscalização por meio dos portais de
transparência, várias irregularidades puderam ser identificadas. Muito
recentemente, por exemplo, a partir da revelação dos nomes de
beneficiários do programa Bolsa Família, foi possível verificar que
centenas deles não tinham direito de receber os recursos. E por que
estavam recebendo, afinal?
Também graças a esses vigilantes
portais de transparência e o diligente trabalho da imprensa, foram
identificados vários casos de desvios de recursos por meio do uso
indevido de cartões corporativos. Esses cartões de crédito foram criados
pelo governo para o pagamento de despesas imprevistas no exercício da
função pública e, em tese, dar mais transparência ao processo. Na
prática, o uso indiscriminado causa arrepios ao bolso do contribuinte,
mas o governo federal, no entanto, nada fez de concreto até agora. Mas,
aí, já é outra história...
SENADO - No Senado, a
Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores – CEAPS,
integra a antiga verba de transporte aéreo (ACD nº 2, de 2009, com a
redação dada pela Resolução nº 5, de 2009) e a verba indenizatória (ACD
nº 3, de 2003). Desde 2011, o total da cota passou a ser composto pelo
valor da antiga verba indenizatória (R$15 mil mensais) e pelo valor
correspondente a cinco passagens aéreas, também mensais, de ida e volta
da capital do estado de origem do senador, no caso a Paraíba, até
Brasília.
Para acompanhar todos os gastos de Cássio Cunha Lima a título de verba indenizatória, CLIQUE AQUI. Já para ter acesso aos recibos e notas fiscais, pode CLICAR AQUI.

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